O paraíso são os outros

Qualquer ser que goste de uma boa poesia irá, de cara, gostar desse livro. Começando pelo título, inspirado em Sartre, em sua frase “o inferno são os outros”, Valter Hugo Mãe convida o leitor a reflexões singulares sobre o fato de a nossa felicidade estar constantemente depositada na existência do Outro.

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A obra traz 18 pensamentos de uma menina que se mostra bastante curiosa sobre o comportamento dos animais, que insistem em se emparelhar, “tudo por causa do amor”. A menina observa que os seres humanos estão sempre se buscando em um casal, mesmo que esse casal seja feito de homem com homem ou de mulher com mulher.

O paraíso são os outros é uma obra leve e, ao mesmo tempo, profunda. Suscita discussões sobre as mais variadas manifestações do amor, entre jovens, adultos, idosos; o amor contido na adoção, na lealdade, nos amores frustrados que permitem brotarem novos amores saudáveis, assim como o amor que existe no estar só. <3

Recomendo essa leitura para os pequenos, os médios e os grandes (mais para os médios e os grandes), em diversos tempos e espaços, porque o tema é humano.

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Se você gostou desse pouquinho que viu, aproveite a oportunidade e compre esse livro com 20% de desconto no site da própria editora Cosac Naify, que anunciou, há alguns dias, o seu fechamento. Foi uma notícia bem triste para os amantes de bons livros, mas a crise tem chegado a todos aqui no Brasil. (Obs: se você é professor, como eu, faça o seu cadastro e anexe o comprovante de pagamento de salário/contracheque ao seu cadastro, para análise. Em 1 dia útil, a Editora entra em contato informando se seu cadastro como professor foi aprovado. Fazendo isso, você terá 40% de desconto e obras MARAVILHOSAS sairão a preços mais do que camaradas.) [ATUALIZAÇÃO:  A Cosac Naify me enviou um e-mail informando que, devido ao seu fechamento, a concessão desses descontos foi desativada.]

VSCO Cam: meu aplicativo preferido para editar fotos no celular

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Quem me segue no Instagram volta e meia me pergunta que aplicativo eu uso para editar minhas fotos pelo celular. Ou então sempre tem alguém que me pergunta o que são as tags que envolvem a palavra VSCO, como #vsco, #vscocam ou #vscogrid, por exemplo. (Sobre a pronúncia: eu pronuncio soletrando: “vê-esse-cê-ó”.)

Pois bem: VSCO é algo que centenas de milhares de fotógrafos profissionais utilizam na hora de editar suas imagens. Em termos didáticos, o que o VSCO faz é transformar a imagem digital em uma imagem analógica, isto é, ele pega o arquivo digital e simula como se ele tivesse sido tirado com uma câmera antiga, que usava aqueles rolos de filme, lembra? 12 poses? 24 poses? 36 poses? :) Isso dá às imagens um aspecto vintage, um aspecto retrô bem interessante.

O que o VSCO proporciona, tanto para o Adobe Photoshop Lightroom (VSCO Film) quanto para o aplicativo VSCO Cam, disponível para smartphones, é um conjunto de presets (edições pré-definidas) que simulam os filmes fotográficos mais amplamente utilizados antigamente. São como os filtros do Instagram, só que, na minha opinião, bem melhores.

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Amar é frágil

Sou da época das brincadeiras em que a coletividade vencia o jogo: do vôlei no meio da rua, do barra-bandeira, do “batida salve todos” e das gincanas escolares. Mas sou, igualmente, fruto de uma geração narcisística, alicerce desta geração das #selfies, das fotos em frente ao espelho e das declarações vagas de amores risíveis; dos amores que evaporam tão rápido quanto álcool em asfalto do meio-dia.

E foi assim que meus amores sumiram. Evaporaram. Passaram a viver em outros cantos e não me permitiram ser parte de uma etapa que, diretamente, ajudei a construir. O que é novo sempre convida, convoca com calor para as mais inusitadas descobertas. E é aí que você passa a ser aquela peça do guarda-roupa que fará peso na mala. É sua a foto que não merecerá ir para a nova parede junto às fotos dos novos amigos. Se tiver sorte, será (só) mais uma lembrança no fundo de uma caixa que os pais passarão a guardar embaixo da cama, daquela cama em que sonharam não serem mais sós.

Foi por isso que gastei anos me perguntando o que tenho eu de tão equivocado para não ser digna de fazer parte da vida dos outros como quis que fizessem da minha. Gastei. Gastei anos desenhando um quadro que não foi emoldurado. Anos pensando que ser dois era ser um e que egoísmo era não saber dividir um crepe doce, como me fizeram acreditar. Me enganei. Me enganaram. Todas as vezes.

Me entreguei à dor, às #selfies, às vagas paixões aventureiras, mas hoje, por querer a mim, é a mim que eu me entrego. E, somente assim, (re)vestida do narcisismo que eu mesma condeno, encontro serenidade para entender que é possível ser feliz sozinho, porque amar, sem ser a si, é frágil.

Brownie: um errado que deu certo

Devo confessar que não morro de amores por brownies. Não é que eu os ache ruins, mas não é aquele tipo de sobremesa que me enche os olhos ou me faz jorrar uma cachoeira na boca, sabe? Mas, no fim de semana passado, no casamento de uma amiga, babei muito pelo bolo do casamento, que era de quê? DE BROWNIE com ganache de chocolate branco.

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O bolo estava simplesmente divino. Admito que o chocolate branco não era meeesmo chocolate branco, mas isso não deixou o bolo menos bom, se é que dá para me entender. ;)

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Esmalte da semana: Tina, da Granado Pink

Pois é, pessoas. Não resisti e acabei comprando (quase) todos os esmaltes da linha Granado Pink. Só estão faltando o Patti e o Edith, porque estavam em falta na loja virtual, mas, tão logo eu vá ao Shopping RioMar ou ao Recife, tê-los-ei em mãos (caso haja na loja física, claro).

O esmalte escolhido para hoje foi o Tina, um vermelho vivo, mas, ao mesmo tempo, fechado. (Penei para fotografar, principalmente porque a luz natural já estava escassa.)

granado pink esmalte tina

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All you need is love no Recife

Há alguns anos, conheci, na cidade do Rio de Janeiro, a fantástica banda All You Need is Love (AYNIL). Meu primeiro show deles foi em setembro/2010, num feriadão que fui passar no Rio e, à época, eu morava em Belo Horizonte. Em dezembro daquele ano, a AYNIL tocou lá no Chevrolet Hall de BH e, claro, eu fui. Quando estava no Recife de férias, em fevereiro/2011, a banda veio para cá e, claro, eu fui. Foram 3 shows em 5 meses, sempre com aquela “querência” de que a banda fosse local e tocasse em uma boate do centro tipo toda sexta-feira. :)

All You Need is Love banda AYNIL

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Iso-urea loção, da La Roche-Posay

Em minha última visita à dermatologista, em março deste ano, perguntei a ela que hidratante usar diariamente. Comentei com ela, no dia, que, quando eu morava em Belo Horizonte, gostava de usar o Ureadin, porque ele hidratava super bem a minha pele naquela secura sem fim belo-horizontina. Lembro que, na minha consulta, a médica me perguntou se o hidratante precisava ser à base de ureia e eu falei que ela poderia recomendar qualquer um em que ela confiasse, mas reforcei que eu gostei mesmo do Ureadin, que é à base de ureia.

Acho que já comentei por aqui que não tenho do que me queixar da minha pele (exceto dos cravinhos pretos que tenho no nariz), porque minha pele é hidratada na medida certa e, eventualmente, aparece ressecada, mas basta reduzir os banhos mornos e usar sabonetes que contém hidratante, que ela melhora.

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