Esmaltes Granado Pink e unhas da semana

No Natal do ano passado, participei de apenas um amigo secreto, que foi com a minha família. Quem me tirou foi o filhinho de uma prima e o meu presente foi um dos mais bacanas que eu poderia ganhar, sem dúvida. Ganhei a caixa com a coleção de esmaltes da Granado, com os 8 esmaltes da linha Granado Pink.

Começa que a caixa é uma fofura, porque mantém a linha retrô, uma super característica da marca. Depois, todos os 8 esmaltes trazem cores de muito bom gosto, que podem ser usadas por mulheres de várias idades, em várias ocasiões (isso, claro, é uma colocação bastante direcionada às pessoas que acreditam que um esmalte serve para pessoas jovens, mas não para pessoas mais maduras; ou que serve para uma ocasião e não para outra, enfim).

Essa imagem é montagem que fiz e publiquei no Instagram (@anocaa) no dia em que ganhei os esmaltes. A coluna da direita traz a imagem da parte inferior da caixa, com os nomes de cada esmalte e suas composições (quadrante superior) e orientações de como fazer as suas unhas, descritas no verso da tampa da caixa (quadrante inferior).

Gostaria de falar de maneira bem detalhada sobre cada um dos esmaltes, mas esta postagem ficaria ainda mais extensa. Por isso, agora vou socializar com vocês as cores que já usei nas unhas e, claro, compartilhar as minhas impressões.

Antes de mais nada, vale ressaltar que, segundo a própria marca, os esmaltes são

fortalecedores de alta cobertura e brilho intenso, enriquecidos com vitamina E, cálcio e proteína da seda. Deixam as unhas mais portes, saudáveis e protegidas. Secagem rápida, livre de tolueno, parabeno, formaldeído e DBP.

Minhas unhas não são as mais quebradiças do mundo, então não posso dizer se eles realmente fortalecem alguma coisa, mas digo a vocês que é verdade puríssima a alta cobertura e o brilho intenso. Uma camada já cobre bem, mas duas camadas são o ideal. Sobre os esmaltes, tenho usado sempre uma camada de um extrabrilho que tenho da Mavala, que depois eu mostro por aqui para vocês. Mas, independente da camada do extrabrilho, os esmaltes da Granado têm, sim, um brilho fabuloso! Parecem porcelana líquida despejada sobre as unhas. <3

Sobre a duração, as meninas do Espaço das Unhas, que são expert em esmaltes, me disseram que a durabilidade não é necessariamente dependente da marca, mas da unha de cada pessoa. Por isso, gostaria de lhes dizer que, nas minhas unhas, esses esmaltes da Granado duram, intactos, por 5 ou 6 dias, descascando apenas algumas pontinhas no 6º ou no 7º dia.

A seguir, vou mostrar para vocês cada uma das cores que já usei nas unhas. As fotos podem não deixar as cores fiéis, por isso acredito que vale mesmo a pena vocês verem os esmaltes de perto, especialmente se houver uma loja Granado em sua cidade (no Recife, sei que há uma no Shopping Recife).

Todas as cores têm nome de mulher e a primeira que usei foi a Lana, um rosa belíssimo que eu classificaria como um rosa boneca, mas que não é um “rosa menininha”. Dá para entender?

A segunda cor foi a Ava, um coral mais puxado para laranja, bem vivo (a foto não está neeeeeeem longe de ficar digna).

A terceira foi a Rita, um vermelho baphônicorhyco, como dizem (reparem no brilho do cidadão!!!!).

Depois foi a vez da cor Ginger, também um coral, mas um coral que puxa para o rosa. Nas fotos, ele parece bem aceso, mas só lembrei de tirar foto à noite, quando pintei, aí a luz não cooperou. Nas fotos, inclusive, acho que ele puxa bastante para o laranja, mas, na realidade, achei que, nas unhas, a cor puxa bem para um coral-rosado (se é que isso existe).

Mas hoje as minhas unhas estão pintadas com o Greta, um vermelho mais fechado, que puxa para o vermelho-cereja, quando aplicado nas unhas, mas que parece um roxo meio vinho dentro do vidrinho. É tipo MUITO BONITO. E, como ando numa vibe muito forte de maquiagem vermelha, acho que o Greta e o Rita foram os meus preferidos, muito embora eu tenha amado TODOS.

O acabamento de todos é cremoso, com exceção do Grace, que é um rosa clarinho, clarinho, que mais parece um pérola e que tem acabamento perolado (não é cintilante nem metálico, sabe? É perolado mesmo.).

Um ponto negativo para esses esmaltes é o preço. Cada vidrinho custa R$ 14,50. Apesar de terem bastante conteúdo (10ml), acho um preço salgado para você se tornar proprietária de cada um deles. Se não me engano, essa caixa com 8 esmaltes custa R$ 98, o que derruba o preço unitário para R$ 12,25, mas que ainda mantém tanto unidade quanto coleção bem fora do padrão de consumo da maioria das pessoas.

Além dessas 8 cores de esmaltes da linha regular (Ava, Lana, Greta, Ginger, Julie, Ingrid, Grace e Rita), a Granado Pink ainda conta com uma base 2 em 1, que pode ser usada tanto como base como extrabrilho e com um duo especial de coleção limitada, com as cores Liz e Carmem, duas cores metalizadas belíssimas, com brilho purpurinado. A latinha com o duo custa R$ 34.

A cada nova coleção de Esmaltes Fortalecedores, a Granado lançará uma edição limitada com duas cores exclusivas em uma latinha. O kit Duo de Esmaltes desde verão segue a tendência de tons metalizados e traz cores com acabamento porpurinado. A cor Liz foi inspirada nos olhos violetas de Elizabeth Taylor. Seu efeito furta-cor, com muito glamour, brilho e sofisticação, é uma ótima opção para os dias de festa. Já a cor Carmen, em homenagem à nossa Carmen Miranda, traduz toda sua ousadia, extravagância e personalidade. A combinação do fundo cobre com glitter prata garante um efeito moderno e festivo.

Release da marca

Todos os esmaltes podem ser adquiridos através da loja virtual da marca (no momento, estão todos esgotados) ou nas lojas físicas. No Recife, existe uma loja no Shopping Recife, localizada no 2º piso (Telefone: 81 3326-3439).

E aí? Vocês já usaram esmaltes da Granado? Quais as suas impressões sobre eles? :)

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OM: Óleo de Marrocos e a salvação da lavoura

Se eu fosse uma pessoa religiosa, agradeceria a Deus diariamente por ter um cabelo “tranquilo”. Se a gente pode dividir os cabelos do mundo entre “bons” e “ruins”, os meus estariam no grupo dos “bons”, muito embora eu não goste muito de classificá-los assim, porque algumas pessoas podem entender que cabelos crespos, por exemplo, são “ruins”, sem sê-los.

Mas o esquema é o seguinte: tenho muito cabelo, mas meu cabelo é muito fino. Isso faz com que às vezes o pobrecito acorde super Gisele Bündchen, mas também super Einstein, dependendo do dia.

Por esse motivo, resolvi, depois de 1 ano e meio sem química, dar-lhes uma escova inteligente, da mais leve possível, porque eu detesto cabelo super liso (em mim, ok?). O que eu queria, fazendo uma inteligente, era só domar o frizz e, por consequência, deixar os cabelos com um balanço mais natural, sem precisar da ajuda do secador – porque, convenhamos, nada pior do que um secador no juízo da pessoa!

Daí eu fiz a danada da inteligente e meus cabelos voltaram a andar soltos pela cidade. Só que, com a inteligente, vem a necessidade de usar uma linha de xampu e condicionador sem sal. Por isso, meu amado Tresemmé Reconstrução e Força precisou ser deixado de lado, para não acelerar a perda do efeito da inteligente. Pesquisei, então, uma solução em conta para a manutenção do “alisamento” e li excelentes avaliações sobre o Seda Pós-alisamento químico. Corri ao supermercado, comprei o xampu, o condicionador e a máscara de tratamento. Na primeira lavagem, puro amor. Na segunda, na terceira e na quarta, ódio profundo ao ressecamento dos fios. Shorey, como diz um amigo meu.

Então estava eu dando aquele passeio pelo Shopping Boa Vista, quando resolvi entrar em uma loja de cosméticos localizada no 1º andar, sobre as Lojas Americanas. Logo na vitrine, vários potes azuis dos mais diversos tamanhos sorriam para mim. Os preços não eram tão atrativos quanto os de uma outra hidratação que eu adoro, mas resolvi entrar na loja e ver de perto.

Eu sou meio frouxa quando a pessoa joga o papo de que “nenhuma cliente jamais reclamou do produto”, sabe? Acabo sempre dando voto de confiança e, dessa vez, não foi diferente. Eu ia trazer só a máscara de tratamento (1kg) para casa, por R$ 69,90, mas fui convencida e trouxe o combo promocional, com xampu (1 litro) + condicionador (1 litro) + máscara de tratamento (1kg), por R$ 159,90. (Comprando isoladamente, xampu e condicionador de 1 litro saíam por R$ 59,90 e R$ 69,90, respectivamente.)

Juro a vocês: minha mãe só usa hidratação dessas top de linha, porque o cabelo dela é pra lá de lascado com tinturas e mais tinturas. Volta e meia, claro, eu dou aquela arregada nas hidratações dela, mas nenhuma, juro a vocês, nenhuma foi tão boa no meu cabelo quanto essa da Yenzah. Poxa! Meu cabelo ficou tão macio, tão leve e tão brilhoso, que mais parecia que tinha acabado de sair de uma escova inteligente (já faz 20 dias que fiz a minha). Ficou tipo perfeito-lindão mesmo.

Não sei como esse tratamento funcionará em cabelos oleosos, porque é tipo hidratação SUPER INTENSA mesmo, sabe? Mas, nos meus cabelos, que são normais, foi tipo só sucesso.

Tirei umas fotos da consistência dos produtos para mostrar a vocês:

O xampu é bem fluido e do tipo perolado. Tirei duas fotos para tentar mostrar bem a fluidez dele.

O condicionador é bem cremoso, mas não chega a ser muito denso. Achei super legal, porque eu confesso não gostar muito de condicionadores ralos, porque dão a impressão de zero hidratação, né?

A máscara de hidratação é bem espessa. A consistência me lembra à de um doce de leite feito com leite condensado, sabe? Daqueles da Moça que são vendidos em supermercados. Bem denso, mas bem cremoso. Puro deleite.

O cheiro dos três produtos é bem suave, mas não deixa os cabelos cheirosíssimos. Esse é um ponto negativo, para mim, porque eu basicamente compro xampu pelo cheiro. Sou daquelas que adoram quando alguém solta as madeixas e o cheiro de limpeza invade o recinto, sabe?! <3

As três fórmulas são sem sal e prometem hidratação imediata. Nos meus cabelos, cumpriram. <3 Recomendo demais, mas, se você achar que o preço fica salgado, dá para se juntar com a amiga, a irmã, a mãe, a tia, a vizinha, enfim, dá para encontrar alguma interessada em fazer o rá-rá do $$ e do produto, né? ;)

A marca tem outras opções sem ser essas gigantescas de 1 litro e 1kg. Acho que a máscara de hidratação em embalagem menor custa uns R$ 40, em média, e acho que tem 300g. Como você não precisa aplicar uma quantidade super generosa e a orientação da Yenzah é de uma aplicação semanal, 300g ou 1kg vão render horrores.

E aí, pessoas? Vocês já usaram esses produtos? Quais os produtos que estão na cabeleira de vocês? :)

*No momento em que vos escrevo, meu cabelo está naquele aspecto “Oi, eu preciso ser lavado mais uma vez”, mas prometo tirar uma foto dele e compartilhar logo, logo!

Resolvi incluir, de última hora, duas fotos em que dá para ver o meu cabelo. Na primeira, o cabelo está ao natural, sem secador e sem química, mas num dia em que ele acordou pagando de bacana. Na outra, o cabelo já com a inteligente, mas para vocês verem que a minha ideia é, realmente, deixá-lo tranquilinho, sem a necessidade de usar o secador para sair de casa. ;)

Eu sou essa cabeça grande à esquerda.

Eu sou essa cabeça grande à esquerda.

Notem que a inteligente, em mim, é algo super natural, porque eu não uso secador! Se eu usar, o cabelo fica lambidão :(

Notem que a inteligente, em mim, é algo super natural, porque eu não uso secador! Se eu usar, o cabelo fica lambidão :(

Chá mate gelado com limão

Outro dia, postei no Instagram a foto de um chá mate com limão que eu havia feito em casa. Antes de mais nada, eu sempre fui do tipo que torce o nariz para os chás. Só bebia quando estava com algum problema na barriga (intestino ou estômago), porque, convenhamos, eles são tiro-e-queda nesse aspecto.

Depois de dar início a uma dieta super disciplinada, comecei a aderir a alguns chás, como o chá verde, um termogênico famoso por auxiliar na queima de gordura e, por consequência, no emagrecimento. Só que eu tomei o chá verde poucos dias (meio difícil deixar um suquinho de acerola para tomar uma coisa tão sem gosto, né?)

Até que, um belo dia, tipo semana passada, eu resolvi experimentar o famoso chá mate com limão que servem no Studio C, o salão que eu frequento. Juro a vocês que não curtem chá: nunca pensei que eu pudesse ficar viciada, isso mesmo, vi-ci-a-da em um chá. <3 Por isso, então, venho trazer a receita para vocês. Não será assim UMA RECEITA, porque é uma coisa super sem mistério.

Primeiro você vai precisar do chá mate, claro. Eu optei por este frasco da marca Leão, porque é solúvel, instantâneo e pode ser preparado com água quente ou água gelada. Melhor, impossível. Mas é claro que você pode fazer o mesmo com os chás de saquinho ou, melhor, com a própria erva em infusão.

Chá matte leão - Custou cerca de R$ 10 no supermercado Extrabom e rende cerca de 10 litros.

Chá matte leão – Custou cerca de R$ 10 no supermercado Extrabom e rende 10 litros.

Prepare o chá, então, conforme as orientações do fabricante. Para o caso desse solúvel, já está dito aí: é solúvel e instantâneo – colocou a quantidade certa do pó para a medida certa de água (quente ou gelada), é só misturar e ser feliz.

Mas como fazer o chá com limão?

Simples: primeiro você prepara o chá e deixa bem resfriadinho na geladeira. Quando for servir, você coloca a quantidade de chá a ser servida em um liquidificador e adiciona limão cortadinho, com casca, mas sem semente. A quantidade de limão vai depender da quantidade de chá que você vai fazer, mas o esquema é como o de uma limonada: para 500ml de chá, usei 1/2 limão tahiti médio. (Mas isso vai depender do seu gosto.)

Chá e limão no liquidificador, é só bater uns segundinhos, coar e, se quiser com umas pedrinhas de gelo, é só bater de novo, ainda mais rapidinho. <3 Se preferir, pode adicionar o gelo só no final. Quando batido, o chá fica “pura espuma”, mas que se “acalma” pouco tempo depois. Aí é só pagar de “fino(a)” e tomar com um canudinho. ;)

Ficará a seu critério, claro, adoçar (ou não!) com mel, açúcar ou adoçante. Eu tenho ido de açúcar mesmo, porque minha alimentação já anda super saudável e só o “açuquinha” do chá não deve fazer mal assim, né? :)

Então é isso, gente. Está aqui a dica do chá que tanta gente pediu lá no Instagram! :) A foto do chá no copo verde é lá no Studio C e eu super recomendo àqueles(as) que forem ao salão que peçam essa delícia, porque é mesmo gostoso e faz super bem.

Provavelmente, mais um textinho clichê de um professor

Nunca quis ser professora. Queria ser promotora. Depois, jornalista.

Aí finalmente descobri que, nisso tudo, eu gostava mesmo era de prestar atenção ao que os outros diziam. E dizer, com um jeito só meu, o que eu mesma dizia. Era de brincar com as palavras, as minhas e as dos outros, aquilo de que eu mais gostava.

Então resolvi fazer vestibular para Letras. Passaria fome, segundo a minha mãe, que deve ter sonhado comigo construindo peças que defenderiam pessoas inocentes, ou assinando uma coluna sobre qualquer coisa em algum jornal local ou revista de nível nacional. Mas eu queria estudar português.

Profissão de fome ou não, achei que minha mãe (e meu pai, se fosse vivo à época) deveriam agradecer que, pelo menos, eu gostava de estudar alguma coisa. (Pior seria se eu não tivesse esse interesse por nada, né?) Daí eu não passei na seleção para a UFPE e foi um susto para todo mundo que convivia comigo. A menina das redações brilhantes “levou pau” com uma redação, modéstia à parte, brilhante, mas que fugiu parcialmente do tema. Que pena.

Eis que, um dia, pouco depois dos resultados da UFPE, minha mãe adentra o meu quarto e me diz: “Quer fazer Letras, né? Então se levante, vá estudar, porque você vai fazer a seleção para a FAFIRE.” Que ódio que eu tive! EU? NUMA FACULDADE PARTICULAR? Impossível. Mas minha mãe disse: “Se é isso que você QUER, não interessa a faculdade. Vá e faça bem feito.” Fui e fiz bem feito.

Mas não queria ser professora. Nem fazer a prática de estágio eu queria, para não ter que me “trocar” com adolescentes desgovernados e interessados apenas na futilidade que é pertinente à idade. Só que, pra fazer o curso bem feito, eu precisava do estágio. Eis que tenho um encontro com uma 6ª série. Logo na porta, um menino me recebe e me diz: “Tia, tu é tão cheirosa!” (Já ganha parte do coração, né?) Durante a aula a que eu assistia, aquela 6ª série se comportou de maneira super participativa e, já há algum tempo, creio que aquele comportamento participativo foi só para impressionar a estagiária novinha e cheirosa que os observava.

Aí não teve outra. Voltei pra casa e disse: “Mãe, eu quero ser professora de 6ª série.”

Esse era um plano, mas um plano “mais pra frente”, porque eu queria fazer uma especialização, talvez um mestrado, por aí vai. Mas fui convidada para ensinar na escola em que eu cresci, a mesma escola onde me apaixonei pela 6ª série.

No primeiro dia de aula, o primeiro encontro com a 6ª série do ano seguinte. Um caos. Ao fundo da sala, um aluno estendia um cartaz: “Estou aqui a contragosto” e, a cada 5 minutos, alguém perguntava as horas. Ai, que arrependimento!

Mas, na aula seguinte, um aluno espreitava à porta. Ao me ver, ergueu a cabeça e disse: “É a professora, é?”. Sorri, concordando. Ele se virou para a sala e deu um grito: “SENTA, QUE CHEGOU A PROFESSORA.” Todos sentaram e fizeram silêncio. Após o meu “bom dia” e antes mesmo de eu me apresentar, esse mesmo aluno se levantou, pediu a licença para a palavra, olhou pra mim e disse: “Professora, sei nem o que a senhora ensina, mas tu é bonita pra caramba.”

E aquela 6ª série por quem eu me apaixonei me deu muito trabalho na 7ª. A 6ª que me recebeu mal me fez uma das festas surpresas de aniversário mais bonitas que eu já tive. As minhas turmas já quiseram me matar, mas também já quiseram se casar comigo. Já me deixaram doente de estresse aos vinte e muuuito poucos anos. Mas, de todo coração, todo estresse e todo desgaste físico e emocional se apagam quando a gente para e pensa que o “ser professor” é um processo de constante descoberta, mas que, mais do que tudo, nos põe diante de pessoas de corações maravilhosos, capazes de te arrancar uma lágrima de raiva, mas de te fazerem o coração chorar de tanta alegria.

Talvez as reações não sejam as mesmas quando a velhice invadir a minha casa, mas, quando a hora chegar, eu continuarei imensamente grata a todos, incluindo aqueles que nunca me acharam bonita, ou simpática, ou inteligente, ou capaz, ou professora. Terei sido jovem, e feliz. E continuarei vibrando cada vez que um aluno ou ex-aluno se dirigir a mim para contar os seus feitos. Sou “novinha”, eu sei, mas já sou parte disso tudo.