Protetor solar: de dia e de noite, sim

Dia desses, postei no Instagram uma foto com os meus companheiros de todo dia (e toda noite). Algumas pessoas estranharam o fato de eu usar protetor solar à noite e, por isso, vim explicar.

Como não sou dermatologista nem sou da área de saúde, o que posso fazer é recomendar algumas postagens que melhor explicam o que direi a seguir, ok? :) O lance é o seguinte: os raios solares são de duas qualidades: UVA, responsável por causar manchas e envelhecimento da pele, e o UVB, responsável pelas queimaduras tão conhecidas de todos nós. O que muita gente não sabe, porém, é que esses raios não nos atingem apenas quando estamos diretamente expostos à luz solar. Eles se espalham por dentro de casa, durante o dia, e, quando o sol cai, costumamos acender as lâmpadas, que, mesmo sendo consideradas frias, são fluorescentes e emitem, sim, os raios UVA. Estranho, né? Mas é verdade. Uma boa explicação, com imagens bem didáticas, está aqui, numa página da Globo.com.

Meu pai, que já faleceu há pouco mais de 11 anos, era tão ou mais branco que eu. Mas ele tinha braços, colo e rosto extremamente vermelhos, queimados e envelhecidos por causa da constante exposição a lâmpadas fluorescentes e telas de computador (ele era analista de sistemas e ficava, no mínimo, 8h por dia na frente de monitores diversos). Eu sempre achei que as queimaduras e pele envelhecida do meu pai tivessem sido adquiridas na juventude, com as visitas frequentes à praia ou nas horas de direção sob o sol do meio-dia (nesse caso, não faria sentido as queimaduras uniformes nos braços e no rosto, né? Mas eu ainda era uma criança quando me peguei pensando nisso tudo).

Nesta página aqui, existe a informação de que 8h diárias de exposição à luz fluorescente (incluindo, aqui, a luz da televisão e do monitor do computador) equivalem a 1 minuto e 20 segundos de exposição ao sol em dias lindos de verão. Parece muito pouco, é verdade, mas imaginemos o tanto de horas que passamos em lugares fechados e, mais ainda, o tanto de horas que passamos em frente aos nossos computadores e/ou televisores. Ao final do ano, teremos um resultado que, embora gradual, será equivalente a 5 horas e 48 minutos de exposição ao sol em um lindo dia de verão. Agora dá para entender o drama, não é? (E, convenhamos, não é drama.)

Não disse, ainda, por aqui, mas estou fazendo tratamento com ácido retinoico para dar fim às manchas de pele que adquiri na minha infância de criança-da-praia. (Quem me conhece pessoalmente nota logo que eu não sou de frequentar a praia, mas isso não foi sempre verdade, porque minha avó tinha uma casa na praia e era lá onde eu gastava a maior parte dos meus fins de semana.) Minhas manchas no rosto eram por mim consideradas como discretas, até a dermatologista olhá-las e perguntar, simplesmente: “Você não se incomoda com essas manchas?”. Então ela sugeriu que eu experimentasse o tratamento com o ácido retinoico, para dar aquela clareada na pele do rosto, já tão castigada pelos vários anos de sol e mar. Segundo ela, os benefícios do ácido não se resumem ao desaparecimento das manchas, mas falarei dos outros benefícios posteriormente.

Aí, gente, o que acontece é que, colocando ácido no rosto, à noite, diariamente, eu não posso nem sonhar em me expor aos raios UVA e UVB sem protetor solar. Até iniciar esse tratamento, como minha exposição direta ao sol era quase nula, usava o Minesol Oil-control FPS 30. Usava-o durante o dia e, à noite, como uma das bases que uso tem FPS 15, ela era suficiente para barrar os raios da lâmpada fluorescente a que me exponho diariamente. Mas, agora, usando o tal do ácido retinoico, o medo de ter o tratamento prejudicado por um vacilo bobo sequer é enorme. Por causa disso, resolvi usar FPS 70 durante o dia e, para não aposentar o FPS 30, passei a usá-lo no fim da tarde e à noite (e dentro de casa, porque estou sempre na frente do computador). Talvez o fator 30 seja um “exagero”, mas, já que eu tenho essa opção em mãos, por que não usá-la?

Como minha pele é mista, isto é, oleosa na zona T, preciso usar produtos que controlem a oleosidade especialmente nessas áreas e, por esse motivo, escolhi os protetores Minesol, da ROC, dos quais falarei em outra postagem, senão esta ficará extensa e meio.

Mas e vocês? Com que frequência usam protetor solar?

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11 comentários sobre “Protetor solar: de dia e de noite, sim

  1. Taisa Alves disse:

    Nossa mto interessante. E eu ingênua uso só de dia só ao sair de casa. Hoje fui fazer um pedal noturno, mas achei estranho q minha bochecha estava ardendo. Achei q estava ficando maluca, mas agora td faz sentido. Obg

  2. Mônica disse:

    Eu uso o Minesol tanto de dia qto a noite. tem tbm a questão do ar condicionado que acaba com a pele sem a proteção do filtro solar. Espero que tenha contribuído. Bjs a todas.

  3. Arethuza disse:

    Fui ao dermatologista recentemente e ele me receitou passar o filtro solar tanto de dia, mesmo que eu nao saia de casa, como também a noite. Para o rosto tenho que usar o filtro facial feito na farmácia de manipulação, pois o filtro corporal deixa o rosto muito propenso as acnes por ser demais oleoso.

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